Numa noite que parecia sentenciada, levou a melhor o FC Barcelona de Pedri González

 


Os holofotes estavam colocados naquele que é considerado por muitos o melhor jogador do mundo da atualidade. O FC Barcelona alinhou no habitual 4-3-3, com Lamine Yamal a oferecer a largura à direita, num duelo direto com o lateral-sensação da Liga Portuguesa na presente temporada, Álvaro Carreras. Enquanto isso, Baldé alargou o campo à esquerda, o que permitiu a Raphinha aparecer entrelinhas, próximo de Gavi e Lewandowski. Casadó e Pedri constituíram o miolo blaugrana, assumindo o peso da construção, juntamente com o trio mais recuado – Koundé, Araújo e Cubarsí.

Com a equipa catalã a assumir as rédeas do encontro, Bruno Lage reuniu a equipa em 4-4-2 em organização defensiva, com Aursnes e Pavlidis a formarem a primeira linha de pressão encarnada. Os extremos (Schjelderup e Aktürkoğlu) aproximaram-se dos laterais (Carreras e Tomás Araújo) para criar superioridade numérica nos flancos, o que limitou a influência de Yamal e Baldé. Com bola, o SL Benfica explorou a bola longa, numa tentativa de aproveitar o espaço nas costas da linha defensiva contrária (1-0, 2-1), e as transições ofensivas para ferir a formação de Hansi Flick. Carreras foi figura de destaque, com e sem bola, ameaçando em largura o lado defendido por Koundé. Pavlidis mostrou-se com um hat-trick em 30 minutos.

Durante 75 minutos, o FC Barcelona apresentou uma produção ofensiva francamente pobre, marcada por uma evidente falta de criatividade para desmontar o bloco compacto das águias. A insegurança de Szczęsny na primeira parte complicou o cenário. Contra um adversário com as linhas defensivas cada vez mais recuadas, tendo em conta a vantagem no marcador, a formação culé exibiu dificuldades para penetrar no corredor central e explorar o jogo interior. Perante a escassez de soluções, o técnico alemão tentou Frenkie e Fermín López, pese embora tenha sido Trubin a devolver as esperanças blaugrana. O auto-golo de Araújo parecia ter sentenciado o encontro, mas o crescimento do Barça nos últimos minutos viria a mudar o rumo do jogo.

Tendo em conta o conforto no marcador, Lage quis resguardar-se e colocou Bah para defender em 5-4-1. A ideia não surtiu efeito e o FC Barcelona, com Pedri a assumir a batuta, passou a encontrar mais espaços para criar perigo junto à baliza encarnada. Yamal, mesmo numa noite apagada, conquistou um penálti crucial, Eric García igualou o placard, no seguimento de uma bola parada, e Raphinha, no último instante, consumou a reviravolta épica, num contra-ataque letal frente a Carreras. Um fim de jogo injusto e pouco condizente com a exibição do lateral espanhol e um sabor amargo para a equipa benfiquista que, pela exibição, poderia ter saído com algo mais.

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