'Dérbi Madrileño': Todos se sentam à espera de uma surpresa, mas o final é inevitável
Valverde lançou, Galán estava
demasiado aberto, longe da cobertura defensiva, e Rodrygo meteu a sexta, para,
num lance de génio, colocar o Real Madrid em vantagem aos quatro minutos de
jogo. Foi assim que começou o ‘Dérbi Madrileño' na maior prova de clubes a
nível europeu.
Com bola, os merengues alinharam
com Tchouaméni e Camavinga no miolo, Brahim Díaz, no lugar de Bellingham, a
ocupar a meia-esquerda, e Mbappé a partir da meia-direita, com maior liberdade de movimentos. Vinicius e Rodrygo ofereceram
a largura nos corredores laterais. Sem bola, Ancelotti preparou um bloco médio,
em 4-4-2, com os dois nomes mais mediáticos, Mbappé e Vinicius, a formarem a
primeira linha de pressão.
Do outro lado, o Atlético Madrid
tentou, em ataque posicional, criar vantagens pela esquerda, com Galán profundo,
encostado à linha lateral, e Lino no espaço interior. Apesar dos espaços
encontrados dentro do bloco do Real Madrid, a incapacidade em zona de criação
foi evidente e a melhor oportunidade (antes do golo) até surgiu pela direita,
com Giuliano Simeone a encontrar espaço para o cruzamento perigoso aos 26
minutos.
Perante o deserto de ideias dos
colchoneros, e o conforto defensivo, até então, o Real Madrid não se importou
de ceder a posse. Ainda assim, o Atlético Madrid cresceu com bola, assumiu-se no
meio-campo ofensivo, e num lance de pura inspiração individual de Álvarez,
acabou por fazer o golo do empate. O ataque móvel, constituído pelo
argentino e por Griezmann, permitiu ao ex-Man. City vaguear para o lado
esquerdo do ataque, onde identificou o espaço nas costas de Valverde para realizar
uma diagonal dentro-fora. Camavinga tentou acompanhar, mas foi insuficiente
para impedir o remate em jeito do argentino, que resultou num golo de levantar
o estádio.
Depois desse momento, o Atlético estacionou atrás, com o Real a tentar desposicionar as peças rojiblancas, mas a investida durou pouco tempo, já que foi a formação de Simeone que acabou o primeiro tempo a assumir as rédeas do ataque.
A segunda parte parecia antever
um Atlético superior, dando continuidade à reta final do primeiro tempo, mas o
Real, como é apanágio, deu a volta por cima com um golo no pior momento do jogo.
O Atleti encontrava De Paul e Barrios com facilidade e explorava o espaço
entrelinhas como queria, mas a triangulação, a régua e esquadro, pelo corredor
esquerdo merengue desbloqueou a jogada, que Brahim Díaz finalizou com distinção,
após tirar Giménez do caminho.
A partir daí, seguiram-se as substituições, que acabaram por marcar o ponto de viragem do jogo. O Real agigantou-se na partida,
com uma pressão mais subida e períodos de posse mais longos, com Modrić a
melhorar a troca de passes. Simeone tentou trazer uma nova vida aos
colchoneros, com a mudança de sistema para o 5-4-1, mas perdeu capacidade
de ligação para ferir em transição. Em organização ofensiva, não assustou
Courtois, e só Llorente evitou uma desvantagem mais alargada para a segunda
mão.
Numa noite menos brilhante de
Mbappé e Vinicius, e na ausência de Bellingham, o Real continuou a ser Real.

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