On repeat: Horníček salva, SC Braga responde e vence

 


Na 7.ª jornada da fase de grupos da Liga Europa, o SC Braga exibiu-se no usual 3-4-3 em ataque posicional para atacar o 4-4-2 defensivo do Nottingham Forest, o qual contou com Ndoye e Gibbs-White na primeira linha de pressão, encarregues de fechar o miolo bracarense, composto por Gorby e Grillitsch. Diego Rodrigues (móvel, realizando movimentos de recuo e lateralização) e Ricardo Horta ocuparam, neste encontro, a meia-esquerda e a meia-direita, respetivamente, enquanto Gabri Martínez substituiu Leonardo Lelo na ala esquerda comparativamente ao último encontro para o campeonato. Na primeira parte, apesar de ter acumulado mais tempo em posse, a formação portuguesa revelou-se pouco ameaçadora e teve dificuldades em penetrar no bloco inglês, sendo forçada, em alguns momentos, a recorrer a bolas longas, sem preparação, perante a pressão adversária. Fran Navarro foi anulado, nesse momento, pelos centrais dos Tricky Trees.

Enquanto isso, fazendo jus à identidade do seu treinador, a formação inglesa adotou uma abordagem mais conservadora, privilegiando ataques diretos. Gibbs-White (superior tecnicamente) desequilibrou nas costas dos médios minhotos, quando atraídos por Yates e Douglas Luiz, e liderou lances de contra-ataque. Savona e McAtee tentaram desequilibrar pelo lado de Gabri Martínez, que tinha ordens para pressionar à frente de Arrey-Mbi. A equipa portuguesa, com escassa produção ofensiva, acabou a primeira parte a atacar mais vezes pelo seu corredor direito, onde envolve frequentemente um maior número de elementos – neste caso, Gorby, Victor Gómez, Ricardo Horta e Diego.

Contrariamente aos primeiros 45 minutos, o segundo tempo foi mais aberto e trouxe maior sentido de baliza. Aos 50 minutos, o interveniente do costume, Gibbs-White, apareceu com espaço em zona frontal e picou a bola para a zona de McAtee, que acabou empurrado de forma faltosa por Gabri Martínez. O médio inglês assumiu a marcação da grande penalidade mas, pelo segundo jogo consecutivo, Horníček agigantou-se e manteve a sua baliza inviolável. No lance imediatamente a seguir, o SCB acabaria por chegar à vantagem no marcador. Os minhotos direcionaram a saída pelo lado de Lagerbielke, Victor Gómez e Ricardo Horta tabelaram sucessivamente e Fran Navarro participou, em apoio, com direito a nota artística. O português acabou a cruzar na quina da pequena área, contando com a ajuda do desvio de Yates para aproximar os bracarenses dos oitavos de final da competição.

Nesta segunda parte, a formação de Carlos Vicens encontrou mais espaço para acelerar; utilizou o passe atrasado para atrair e encontrar os médios enquadrados e solicitou Gabri Martínez em momentos de desequilíbrio exterior (condução e 1x1). O Forest ameaçou em transição ofensiva com Gibbs-White repetidamente como protagonista, quer a servir quer a finalizar (Horníček a dizer presente). McAtee fugiu, a espaços, do corredor lateral direito, procurando usar o seu potencial técnico por dentro, e Ndoye só entrou no jogo quando Sean Dyche o trocou da zona de PL para a ala direita. Nico Williams, profundo, e Hudson-Odoi, em drible, entraram para aumentar as chances de perigo a partir do flanco esquerdo inglês, mas a criatividade em ataque posicional foi insuficiente para chegar ao empate.

O SC Braga chega, assim, aos 16 pontos na prova, garantindo, desde já, a presença nos play-offs e dando um passo importante na luta por um possível apuramento direto.

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