FC Barcelona carimba vitória expressiva e continua sem perder pontos na La Liga

 


O FC Barcelona de Hansi Flick entrava para a terceira jornada da La Liga 26/27 com seis pontos amealhados em seis possíveis, após as vitórias frente a Elche e Ath. Bilbao. Na face oposta da moeda, estava o seu adversário, o Rayo Vallecano, agora orientado pelo ex-Eibar, Beñat San José, com apenas um ponto, conquistado na receção ao Alavés.

Tal como se antecipava, o FC Barcelona apresentou um caudal ofensivo superior desde o início da partida, inclinando o jogo para o meio-campo defensivo do Rayo Vallecano. Pedri assumiu a batuta, constituindo a peça-chave no momento de temporizar, esconder bola, juntar a equipa, e oferecer tempo e espaço de intervenção aos colegas. O camisola 8 também pedia bola junto aos centrais, fora do bloco defensivo adversário, de modo a criar vantagens na construção blaugrana. Este movimento do médio permitia que os ‘culé’ tivessem superioridade numérica atrás (3x2), libertando Christensen para conduções na meia-esquerda – Xavi Espart subia no terreno, por dentro, levando Jorge de Frutos consigo, o que viabilizava a progressão do central dinamarquês. Gordon, em compensação, alargava, recebendo junto à linha lateral do lado esquerdo do ataque. Esta dinâmica a três também acontece quando Koundé fica mais baixo, sendo que o lateral-direito francês consegue alternar facilmente entre a construção baixa e movimentos de trás para a frente, nomeadamente com ruturas entre central e lateral. A formação de Hansi Flick procurou ainda encontrar Dani Olmo ou Raphinha, entrelinhas, na meia-direita, de modo a alimentar Yamal em largura. Se Pedri foi uma das grandes figuras da primeira parte, Yamal não quis ficar na sombra e abriu o livro desde os instantes iniciais (combinações, 1x1, a ganhar faltas), para além de assinar o melhor golo da noite. Na pressão alta, a equipa catalã colocou os extremos a condicionar os centrais do Rayo, enquanto Raphinha ajudava a fechar a zona dos médios (Camello podia aparecer como quarto médio); Koundé e Espart dividiam espaço para saltar nos laterais, ao passo que Cubarsí e Christensen tinham a incumbência de limitar a ação dos extremos contrários, mesmo que isso envolvesse deslocamentos a corredor lateral.

Do outro lado, o Rayo Vallecano evidenciou uma postura expectante, dentro do seu 4-4-2 defensivo. O extremo do lado contrário foi fulcral na tarefa de fechar o terceiro médio do FC Barcelona; Unai López também ajudava a tapar a ligação dos centrais com Bernal, enquanto Camello saltava aos centrais do FCB. Ciss e Lejeune acompanhavam os movimentos de recuo de Raphinha. Na primeira parte, a formação de Beñat San José acumulou algumas saídas limpas desde trás, proporcionando alguns momentos de aceleração a Álvaro García (mais veloz que Koundé no 0-1), no entanto denotaram-se claras dificuldades para prolongar ataques (ritmo alto e recuperações imediatas do FC Barcelona, Cubarsí e Christensen imponentes perante pontapés longos). No segundo tempo, a equipa de Vallecas colecionou mais aproximações à baliza de Joan García, destacando-se Unai López pelo nível técnico, Bouare e a sua lucidez sob pressão, Camello como ponta-de-lança móvel (dois golos), e Fran Pérez participativo a partir do banco de suplentes (aceleração, drible). De facto, o Rayo podia ter chegado ao 3-3 pelo extremo espanhol e Flick apressou-se a colocar Rodri na partida para devolver alguma segurança em posse. A caminho do apito final, a equipa visitante foi acusando desgaste e o bloco defensivo, que na primeira parte se manteve relativamente equilibrado e com coberturas próximas, estendeu-se no campo, perdeu coesão, e expôs-se em corredor central, o que potenciou o avolumar do resultado final.

O FC Barcelona segue na liderança do campeonato, a par do Real Madrid de Mourinho, e desloca-se ao reduto do Valência na próxima jornada. O Rayo joga em Vallecas, onde procurará a primeira vitória da temporada frente ao Racing Santander.

Comentários

  1. Excelente post que explica muito bem o que é este Barcelona de Hansi Flick. Pressão muito alta, jogo entre-linhas e futebol vertiginoso. Um futebol muito diferente do padrão dos dias de hoje

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